Como Heinrich Anton de Bary mudou nossa compreensão dos fungos

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Heinrich Anton de Bary foi mais do que apenas um botânico. Ele descobriu que as doenças das culturas não são causadas apenas por reações prejudiciais causadas pelas próprias plantas, mas, na verdade, pelos microrganismos que as atacam. Ele nasceu em Frankfurt am Main em 1831 e morreu em Estrasburgo em 1888. Sua pesquisa lançou as bases para a micologia moderna e a fitopatologia. Antes dele? As pessoas não tinham ideia real do que estava causando as pragas.

Lecionou nas universidades de Freiburg, Halle e Estrasburgo. Mas sua sala de aula não foi a parte mais importante de seu legado. O microscópio era.

Os fungos são a causa, não o efeito

Sua descoberta veio cedo. Em 1853 publicou Untersuchungen über die Brandpilze. O título pode ser traduzido como “Pesquisas sobre pragas fúngicas”. É uma virada de jogo. Ele argumentou corretamente que os fungos associados à ferrugem e à poluição eram a causa dessas doenças. Não é o efeito. A causa.

Esta distinção é importante. Isso significava que você poderia mirar no inimigo. Você não tratou apenas os sintomas de uma planta deficiente. Você foi atrás do invasor.

Decodificando o ciclo de vida da ferrugem do trigo

Ele não parou por aí. Ele se tornou um dos primeiros pesquisadores a estudar seriamente as interações parasita-hospedeiro. Ele mostrou exatamente como os fungos invadem os tecidos do hospedeiro. Isto é importante para a compreensão dos mecanismos das doenças das plantas.

Em 1865 ele mostrou algo contra-intuitivo na ferrugem do trigo. Ele mostrou que seu ciclo de vida inclui dois hospedeiros: trigo e bérberis. Isso é enorme. Isso explica por que esta doença persiste e se espalha. Você não pode ignorar a bérberis. Eles eram o reservatório.

Cunhou o termo “Simbiose”

De Bary também estudou o líquen com mais detalhes. Em 1866, ele mostrou pela primeira vez que consistiam em fungos e algas intimamente relacionados. Eles não são um organismo. São dois trabalhando juntos.

Ele nomeou essa parceria. Em 1879, ele cunhou o termo “simbiose”. Ele a definiu como uma parceria interna e mutuamente benéfica entre dois organismos. É um termo que usamos todos os dias agora. Ele o inventou para descrever as colaborações da natureza.

Impacto científico mais amplo

Seu trabalho não se limita a pragas mortais. Ele estudou fungos viscosos. Ele estudou como as algas se reproduzem sexualmente. Ele até escreveu um livro sobre anatomia comparativa de fanerógamas e samambaias.

Ele desenvolveu um sistema de classificação baseado no ciclo de vida dos fungos. Os micologistas modernos ainda mantêm grande parte desta estrutura. Isto não é apenas um palpite. Esta é uma observação. Observação rigorosa, repetitiva e detalhada.

“Os fungos associados à ferrugem e à ferrugem das plantas são a causa dessas doenças, não o resultado.”

Essa mudança de perspectiva mudou a agricultura. Mudou a medicina. Isso muda a maneira como vemos as relações entre os seres vivos. De Bary mostra-nos os pequenos jogadores, muitas vezes esquecidos, que conduzem grandes coisas.

Seu legado não está apenas nos livros didáticos. Está na forma como abordamos a saúde das plantas hoje. Quando as colheitas falham, procuramos patógenos. Procuramos a interação. Procuramos a biologia por trás da praga. Ele ensinou