10 melhores episódios para conter seu entusiasmo: o guia definitivo para o constrangimento de Larry

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Larry David precisava que a HBO lhe desse espaço para respirar. Curb Your Enthusiasm não foi apenas um show; foi uma saída de emergência para as restrições polidas de Seinfeld. Aqui, o Larry ficcional poderia ser mesquinho, irritante e brilhantemente mesquinho, sem que um executivo do estúdio lhe dissesse para parar com isso. É um playground maduro para ideias juvenis. Duas décadas depois, a lista de episódios “muito, muito bons” é longa, mas alguns se destacam como puro ouro da comédia.

Vamos entrar nos clássicos.

Por que “The Car Salesman” da segunda temporada mudou tudo

A estreia da segunda temporada marca um ponto de viragem. Antes disso, os episódios eram, em sua maioria, anedotas independentes. Este introduziu o modelo para toda a série: uma subtrama de longa duração.

Larry tenta oferecer um piloto para Jason Alexander. O conceito? Um ator estigmatizado com tanta força que não consegue escapar de seu famoso papel. É meta, é inteligente e é hilário. Mas Larry se distrai. Ele decide vender carros por capricho. Ele não sabe nada sobre carros. Ele não sabe nada sobre vendas. O resultado é um desastre. Um desastre lindo e assustador. Ele força os compradores a ouvirem seus argumentos terríveis enquanto finge ser um especialista. Isso dá o tom para os fracassos inevitáveis ​​de Larry em todas as esferas da vida.

A Grande Traição do Sanduíche na 5ª Temporada

A quinta temporada começa com uma trama sobre o amigo Richard Lewis que precisa de um doador de rim. Mas a verdadeira história está na delicatessen.

Larry vai a um restaurante local que prepara um sanduíche em sua homenagem. É um desastre. Cebolas. Alcaparras. Peixe branco. Zibelina. Requeijão cremoso. É um pesadelo culinário. Ele tenta trocar seu sanduíche com Ted Danson. Dandi recusa. A tensão é palpável.

Depois vem o escalpelamento de ingressos para o feriado principal. Larry tenta vender ingressos que não deveria. Ele é expulso do templo por ser um idiota. Clássico. Mas o chutador? Ele descobre que pode ser adotado. A alegria em seu rosto é perturbadora. É o tipo de sorriso maníaco que sugere que ele quebrou sob a pressão de ser Larry David.

Quando o meteorologista mente (de acordo com Larry)

Golfe e chuva não combinam. Pelo menos, não para Larry.

Neste episódio, Larry e Jeff Garlin cancelam o horário do tee porque a previsão é de chuva. Eles ficam lá dentro. O céu continua azul. O curso permanece seco. Larry está furioso. Ele não apenas acha que a previsão está errada. Ele acredita que o meteorologista está sabotando o campo de golfe de propósito para poder jogar quando ninguém mais pode.

É uma teoria absurda. É completamente infundado. Mas Larry confronta o meteorologista. Ele faz uma cena. Ele parece tolo. E rimos até doer. É o pão com manteiga do programa: Larry vs. A realidade vence. Larry perde. A comédia segue.

O desastre da lista de contatos para deficientes

Este é um dos últimos grandes episódios. A temporada está terminando, mas o constrangimento está apenas começando.

Larry não salva contatos por nome. Ele os salva pela utilidade. Shawn Ioga. Teresa Massagista. Ele não tem ideia de quem eles realmente são. É um pecado identificável. Todos nós fizemos isso. Mas Larry vai longe demais.

Ele conhece uma mulher em cadeira de rodas chamada Denise. Ele a salva como “Denise deficiente”. Então ele perde o telefone. Agora ele tem que encontrá-la. Ele não pode ligar para ela. Ele não sabe o sobrenome dela. Então o que ele faz? Ele começa a perguntar a outras mulheres em cadeiras de rodas se elas conhecem Denise.

Ele assume que as mulheres com deficiência têm uma rede. Eles não. Ele acaba convidando uma mulher chamada Wendy Wheelchair para um encontro. O eventual encontro é um desastre de inépcia social. Você sabe exatamente como isso termina. Larry está sozinho. De novo. Mas a jornada até lá? Ouro puro.

O problema com “muito bom”

Esses episódios funcionam porque não tratam de grandes eventos. Eles são sobre pequenos fracassos. O discurso de vendas de carros. O sanduíche ruim. O boletim meteorológico errado. O contato perdido.

Larry David é um homem que não consegue deixar as coisas passarem. Ele não pode aceitar pequenos inconvenientes. Ele aumenta. Ele confronta. Ele estraga seu dia com um sanduíche. E assistimos porque queremos vê-lo falhar.

O show prospera com essa tensão. O mundano se torna catastrófico. O pequeno desrespeito se torna uma guerra.

Existem mais episódios para cobrir. A lista continua. Mas, por enquanto, estamos presos nas primeiras temporadas. A era de ouro. Quando as piadas eram afiadas e a dor era recente.

E você? Qual episódio te assombra mais? É o incidente do espaguete? A visita à colônia de leprosos? Ou é algo mais profundo? Algo que ainda nem listamos?

Os arquivos são profundos. O constrangimento é interminável. Chegaremos ao próximo lote em breve. Até lá, mantenha seus contatos atualizados. Você nunca sabe quando perderá seu telefone.

A escrita na parede para Chet’s Shirt estava escrita em caroços de maçã e algodão picado.

O episódio 1 da terceira temporada não abre apenas um caso arquivado; isso resolve. Ted Danson caminha por uma rua de Los Angeles com a camisa rasgada e a joga no lixo. Corta para mais cedo naquele dia. Larry joga uma maçã. Um residente local o ameaça de agressão se ele tocar naquela lixeira específica novamente. O público prende a respiração. Então Ted aparece. O ciclo narrativo se fecha. Simetria clássica do meio-fio.

Mas a faixa-título? Essa é a verdadeira tragédia.

Larry vê a foto de um amigo falecido da família vestindo uma camisa que ele adora. Não é apenas tecido. É o destino. Ele rastreia o fabricante. Compra três exemplares. Dois para ele mesmo. Um para Ted. A lógica determina que você compre um se tiver um sobressalente. Larry opera num plano superior de irracionalidade. No final do episódio? Ele não tem nenhuma camisa. Tudo destruído. A obsessão o consumiu.

Quando os terapeutas se tornam vilões

A 6ª temporada, episódio 9, inverte o roteiro da comédia sobre saúde mental.

Larry está tentando atrair Cheryl de volta. Ele está falhando. Então ele contrata um terapeuta. Má ideia. O conselho é terrível. A distância aumenta.

Depois vem o assalto.

O terapeuta de Larry encena um golpe na frente do terapeuta de Cheryl para fazer Larry parecer um herói. É uma configuração. Larry é o suporte. Mas quando Larry está envolvido, os desastres não são apenas prováveis ​​– eles são garantidos.

O tiro sai pela culatra. Duro.

O terapeuta de Larry acaba na prisão. Surge um emaranhado triângulo amoroso. O terapeuta de Cheryl se apaixona por Larry. Larry rejeita seus avanços para permanecer leal a Cheryl. Ele tem que ser charmoso com a mulher que o odeia e ao mesmo tempo estar distante da mulher que ama. Os dois terapeutas eventualmente comparam notas.

As coisas nunca acontecem do jeito de Larry.

A lógica da pista da piscina de carros

A 4ª temporada, episódio 6, é puro caos envolto em um ingresso de beisebol.

Jorge Garcia, recém-saído de Lost, interpreta um traficante de drogas. A estranheza de Larry se traduz perfeitamente aqui. Funciona.

Mas o enredo principal? Chegando ao Dodger Stadium.

O trânsito é um pesadelo. Larry está atrasado. Sua solução? Contrate uma prostituta. Apenas para o passeio. Para se qualificar para a pista de carpool. A teoria é absurda. A execução é mais engraçada.

Ele consegue. Depois vem a atualização do ingresso.

Larry quer sentar-se com Marty Funkhouser. Marty tem dois assentos principais. Um está vazio. Larry reservou-o para o seu falecido pai. Marty se recusa a abrir mão do lugar vazio. A insensibilidade de Larry aumenta. Ele não se importa com a dor. Ele se preocupa com a vista.

A Boneca e o Corte de Cabelo

A segunda temporada, episódio 7, é uma aula magistral de auto-sabotagem.

Larry finalmente tem luz verde para seu piloto. ABC está a bordo. Jason Alexander está fora. Julia-Louis Dreyfus está dentro. O negócio está fechado.

Larry não pode deixar isso assim.

Ele decide cortar o cabelo de uma boneca de valor inestimável pertencente à filha de um executivo de rede. Cabelo de verdade. Não vai crescer novamente. A filha perde a cabeça.

Para consertar isso? Larry rouba a cabeça de uma boneca idêntica. Esconde nas calças. Desenvolve erupção cutânea devido ao cabelo sintético.

Está polido. É afiado. É um dos episódios mais bem executados da série. A perfeição do fracasso.

O Paradoxo do Sobrevivente

A 4ª temporada, episódio 9, foi ao ar em 2004. Survivor estava no auge.

Curb parodiou os competidores. Mas o mal-entendido? Envolveu sobreviventes do Holocausto. Somente esse show iria ultrapassar esse limite.

Colby Donaldson aparece. Um sobrevivente do Holocausto aparece. Eles debatem quem sofreu mais.

“Tínhamos pouquíssimas rações! Nada de lanches! Usei meus tênis! A próxima coisa que sei é que estou usando chinelos!”

É controverso. É desrespeitoso superficialmente. Mas as intenções são respeitáveis. Uma lavanderia hassídica acrescenta outra camada de complexidade.

Larry evacua um prédio durante um terremoto. Colby grita: “Nós sobrevivemos!”

A piada cai. Não desiste.

Por que esses episódios persistem

Estes não são apenas episódios de TV. Eles são estudos de caso de incompetência social.

Larry David não quebra regras. Ele quebra expectativas.

“Chet’s Shirt” recompensa a paciência.
“Os Terapeutas” pune a manipulação.
“The Car Pool Lane” explora lacunas.
“A Boneca” destrói a boa sorte.
“The Survivor” zomba das vacas sagradas.

Cada um termina com a derrota de Larry. Às vezes ele perde a camisa. Às vezes ele perde a garota. Às vezes ele perde sua reputação.

O show prospera no atrito entre a lógica interna de Larry e as regras externas do mundo.

Não há nenhum arco elegante em nenhum desses. Apenas a dor persistente de um erro que parecia inevitável.

Você continua assistindo porque quer ver se ele algum dia aprenderá.

Ele não vai.

Por que “The Ski Lift” é a solução definitiva para conter seu entusiasmo Introdução

Se você está tentando converter um cético em um fã de Curb Your Enthusiasm, só há uma escolha lógica. O oitavo episódio da quinta temporada, intitulado “The Ski Lift”, se destaca como o melhor momento da série. Funciona mesmo que você nunca tenha visto um episódio antes. O enredo fica confortavelmente no meio de um arco maior, mas funciona como uma história completa e independente. Essa é a rara magia da escrita de Larry David.

Larry prova ser tão amorosamente desprezível como sempre. Desta vez, seu alvo é Ben Heineman, que dirige uma associação de transplante de rim. O objetivo? Larry quer manipular Ben para que seu amigo Richard Lewis suba na lista de doadores. As intenções parecem nobres no papel. As ações, no entanto, são totalmente deploráveis. Essa tensão específica cria o humor característico do programa.

“As intenções de Larry são sempre nobres, mas suas ações são deploráveis. Esse equilíbrio cria o humor do show…”

Para conseguir isso, Larry precisa desempenhar um papel. Ele finge ser um judeu devoto para ganhar o favor de Ben, que por acaso é ortodoxo. Os resultados são dolorosos e hilariantes. A esposa de Larry começa a cozinhar bacon para o café da manhã. O cheiro permanece. É uma grande gafe. Mais tarde, a família ortodoxa insistiu que um conjunto de placas deve ser fisicamente enterrado do lado de fora porque foram usadas de forma inadequada para os padrões kosher. Larry acha que está ganhando. Ele acha que está em vantagem.

Então o desastre acontece. Um mau funcionamento do teleférico deixa a filha de Ben presa no teleférico. O sol está se pondo. A temperatura cai. Nesse momento, a insensibilidade de Larry retorna com força total. Ele esquece a máscara. Ele esquece o objetivo. Ele apenas reage. E é por isso que este episódio é importante. Isso elimina a polidez e deixa a verdade crua e estranha da interação humana.

Fonte: Captura de tela via HBO