A gordura saturada não é o único problema

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Nem toda gordura é criada da mesma forma. Você sabe disso.

Mas novas pesquisas estão se aprofundando em qual gordura causa os danos. Especificamente, ácido palmítico versus ácido oleico. A diferença importa. Bastante.

Uma equipe liderada por Manuel Vázquez-Carrera, da Universidade de Barcelona, ​​acaba de publicar descobertas em Trends in Endocrinology & Metabology. Eles queriam saber por que algumas gorduras dietéticas pioram o diabetes tipo 2, enquanto outras podem, na verdade, protegê-lo dele.

Tudo se resume à química.

“O ácido palmítico… está associado à diminuição da sensibilidade à insulina”, explica Vázquez-Carrera. Essa é a gordura saturada encontrada em tudo, desde manteiga até óleo de palma. Isso bagunça as coisas. Por outro lado, o ácido oleico – o ingrediente estrela do azeite – parece oferecer proteção.

A bagunça molecular

Por que o ácido palmítico age tão mal?

Ele acumula lipídios tóxicos em seu corpo. Estas não são apenas bolhas inertes de armazenamento; eles são bioativos. Eles provocam inflamação crônica de baixo grau. Pior ainda, eles quebram a maquinaria dentro das células. As mitocôndrias, o retículo endoplasmático – eles começam a funcionar mal.

Xavier Palomer, o primeiro autor do estudo, chama isso de disfunção. Ele observa que esses erros moleculares estão diretamente ligados à ação deficiente da insulina.

O que a insulina faz? É a sua chave. Diz às células para deixarem entrar o açúcar. Quando esse sinal é bloqueado, a glicose permanece no sangue. Os níveis aumentam. Segue-se o diabetes.

O óleo bom

O ácido oleico segue regras diferentes.

Ele armazena gordura de maneiras que não interferem no funcionamento do corpo. Ele mantém o sinal forte para o fígado, músculos e tecido adiposo. Melhor ainda? Pode desfazer alguns dos danos causados ​​pelo ácido palmítico.

Isto ajuda a explicar a fama da dieta mediterrânica. É rico em gorduras monoinsaturadas como o ácido oleico. Pessoas que comem dessa maneira tendem a ter taxas mais baixas de doenças metabólicas. Não é mágica. É bioquímica.

Mas aqui está o problema.

É importante considerar variáveis ​​como a fonte de ácidos graxos… e as interações com outros nutrientes.

Vázquez-Carrera alerta que não podemos olhar as gorduras isoladamente. De onde veio a gordura? Como foi processado o alimento? Esses detalhes mudam o resultado. Os estudos epidemiológicos mostram frequentemente resultados contraditórios porque ignoram o contexto.

Precisamos de pesquisas mais direcionadas. Não apenas conselhos gerais para “comer de forma saudável”. Os detalhes são importantes. Se compreendermos exactamente como o ácido palmítico quebra o sistema e o ácido oleico o corrige, podemos conceber melhores estratégias de prevenção para a diabetes tipo 2.

Até então? Verifique seus rótulos. O azeite vence esta rodada. Manteiga pode não.

A questão não é quanta gordura você come.

É de que tipo. E ainda estamos aprendendo.