Você pode pensar em uma fibra apenas como um fio, mas a definição é um pouco mais rígida. Uma fibra natural é uma matéria-prima semelhante a um cabelo extraída diretamente de animais, plantas ou mesmo minerais. Tem que ser conversível em outra coisa. Pense em tecidos não tecidos, como feltro ou papel. Ou fios que são fiados em tecido.
Tecnicamente falando, é uma aglomeração de células. O diâmetro é insignificante em comparação com o comprimento. A natureza está cheia de materiais fibrosos. Tipos celulósicos como madeira, palha, grãos e algodão estão por toda parte. Apenas uma pequena fração chega a ser transformada em produtos comerciais.
Por que o filtro? A economia desempenha um papel. Mas o desempenho também. Para ser útil industrialmente, uma fibra precisa de características específicas. Precisa de comprimento. Força. Flexibilidade. A elasticidade também é importante. Ele estica sob tensão e retorna à sua forma original? A resistência à abrasão é outro fator. A absorção e as propriedades de superfície também contam. A maioria das boas fibras têxteis são delgadas. Eles são flexíveis. E eles são relativamente fortes.
Uma história escrita em tópico
Usamos fibras naturais há mais tempo do que temos registros. A evidência mais antiga vem de locais de escavação. Especificamente, os habitantes dos lagos suíços. Eles usavam tecidos de linho e lã nos séculos VII e VI aC.
Os povos pré-históricos também utilizavam diversas fibras vegetais. O cânhamo é provavelmente a planta de fibra cultivada mais antiga. Originou-se no Sudeste Asiático. De lá, se espalhou para a China. Os relatos de cultivo lá datam de 4.500 aC.
A arte de tecer linho já estava bem desenvolvida no Egito por volta de 3.400 aC. Isso implica que o linho já estava sendo cultivado algum tempo antes dessa data. Você não pode tecer o que não pode cultivar.
A fiação de algodão na Índia remonta a 3.000 aC. A seda é ainda mais antiga. A fabricação de produtos de seda teve origem na China. A cultura chinesa estava altamente desenvolvida naquela época. A sericultura, que é o cultivo de bichos-da-seda para a produção de seda crua, surgiu por volta de 2.640 aC. Métodos para fiar seda foram desenvolvidos junto com ele.
“A utilidade de uma fibra para fins comerciais é determinada por propriedades como comprimento, resistência, flexibilidade, elasticidade, resistência à abrasão, absorção e várias propriedades de superfície.”
Estas não são apenas notas de rodapé históricas. Eles são a base de como nos vestimos, construímos e criamos hoje. Mas como passamos da simples grama tecida aos complexos têxteis que usamos agora? E o que torna uma fibra melhor que outra para uma tarefa específica?

A mudança sintética e a resposta da fibra natural
As redes de transporte e os canais de comunicação melhoraram. As competências na produção têxtil já não estavam restritas a regiões específicas. Eles se espalharam para outros países. As indústrias locais adaptaram estas técnicas para se adaptarem aos seus próprios recursos e necessidades. Novas fontes vegetais de fibras foram descobertas. Seu potencial foi explorado rapidamente.
Os séculos XVIII e XIX trouxeram a Revolução Industrial. Esta era impulsionou a invenção. Foram desenvolvidas máquinas para processamento de fibras naturais. Os volumes de produção aumentaram.
Depois veio o desafio químico. As fibras celulósicas regeneradas chegaram primeiro. Rayon foi formado dissolvendo material de celulose, purificando-o e extrudando-o em fibra. Desafiou o monopólio natural. Seguiram-se fibras sintéticas completas. Nylon se tornou o garoto-propaganda dessa mudança.
Estes novos materiais penetraram em mercados anteriormente detidos por fontes naturais. Eles dominaram setores. A ameaça competitiva forçou uma reação. Intensificaram-se as pesquisas sobre a criação de melhores cepas de fontes de fibras naturais. Os cientistas buscaram rendimentos mais elevados. Os métodos de processamento foram melhorados. As propriedades do fio e do tecido foram modificadas.
Os resultados foram consideráveis. A produção total aumentou. Mas a quota de mercado das fibras naturais caiu. Fibras sintéticas mais baratas chegaram. Elas exigiam menos horas de trabalho para serem produzidas. A eficiência venceu.
Classificação e propriedades
As fibras naturais se enquadram em categorias baseadas na origem. A classe vegetal é à base de celulose. Inclui algodão. O linho faz parte deste grupo. A juta também pertence aqui.
A classe animal é baseada em proteínas. A lã se enquadra nesta categoria. Mohair é outro membro. A seda completa a lista.
O amianto representa a classe mineral. É uma fibra importante neste grupo.
“As melhorias consideráveis alcançadas permitiram o aumento da produção total, embora a quota real de mercado das fibras naturais tenha diminuído com o influxo de fibras sintéticas mais baratas que requerem menos horas de trabalho para a produção.”


Por que as fibras naturais se comportam dessa maneira
Algodão, sumaúma e fibra de coco compartilham uma origem específica. Eles crescem como pêlos nas sementes ou nas paredes dos frutos. Cada um é uma célula única, longa e estreita. O linho, o cânhamo, a juta e o rami seguem um caminho diferente. Essas fibras liberianas vivem no tecido interno dos caules das plantas. Eles são construídos a partir de células sobrepostas. Abacá, henequen e sisal escondem-se no sistema foliar. Eles fazem parte da estrutura fibrovascular.
Quimicamente, são principalmente celulose. A diferença está nas impurezas. Hemicelulose, lignina, pectinas e ceras desordenam a mistura. O processamento deve eliminá-los.
As fibras animais contam uma história mais simples. Eles são proteínas. A seda é a exceção. Não vem de pele ou cabelo. As larvas da mariposa expelem filamentos de seda para tecer casulos. Todo o resto é uma cobertura protetora de pele para animais.
A Conexão da Água
As fibras naturais adoram água. Isto se aplica tanto às formas líquidas quanto às de vapor. A única exceção são as fibras minerais. Essa afinidade causa inchaço. As fibras absorvem a umidade e se expandem. Isto não é uma falha. É um recurso para tingimento. As soluções aquosas penetram mais facilmente quando a fibra está inchada.
Calor e Luz
As fibras sintéticas geralmente derretem. Os naturais não. Eles não são termoplásticos. Aplique calor e eles não amolecem. Eles permanecem estáveis no calor seco até se decomporem. Você não verá encolhimento. Alta extensibilidade está ausente. Eles não ficam quebradiços se você os congelar.
A luz solar é uma história diferente. A exposição aos raios UV e à umidade causa amarelecimento. A exposição prolongada destrói a força. A fibra enfraquece. Ele desaparece.
Podridão e insetos
A decomposição microbiana é o inimigo. O mofo e a podridão prosperam em materiais naturais. As fibras celulósicas são consumidas por bactérias e fungos aeróbios. A alta umidade e a temperatura aceleram isso. A falta de luz piora a situação. Lã e seda também sofrem. Bactérias e fungos os atacam.
Os insetos aumentam os danos. As mariposas comem lã. Besouros de carpete atacam fibras animais. Cupins e traças mastigam celulose.
A correção moderna
A modificação química resolve o problema da podridão. Os tratamentos podem tornar as fibras imunes aos danos microbianos. Os desenvolvimentos modernos também protegem contra insetos. O substrato é modificado. O resultado é durabilidade. A fibra natural sobrevive onde antes teria se deteriorado.


























